segunda-feira, 9 de agosto de 2021

Flávio Dino deve entregar governo a tríade sarneyzista

Ao deixar o governo, em abril de 2022, Flávio Dino deve ratificar a aliança com o grupo Sarney construída paulatinamente nos últimos anos. Após renunciar ao mandato de governador para concorrer a cadeira no Senado Federal, o sociocomunista entregará os destinos do Maranhão de novo nas mãos dos Sarney.

Sucessor legítimo de Dino, o vice-governador tucano Carlos Brandão entrou na política por mãos de Sarney Filho. Outro que deve dar as cartas no Palácio dos Leões é José Reinaldo Tavares, o filho que o líder oligárquico nunca teve. Luís Fernando Silva, ex-adversário do governador que ocupa atualmente uma sinecura na estrutura do executivo estadual após ter sido defenestrado da política de São José de Ribamar, é outro que deve ganhar espaço com a dança de cadeiras na Praça Pedro II.

Flávio Dino chegou ao poder sustentando o discurso de que derrotaria a oligarquia e tiraria o Maranhão do atraso em que estava mergulhado por causa de 50 anos de dominação política de José Sarney. Balela!

Ao conseguir a reeleição em cima de Roseana em 2018, Dino reiniciou a aproximação com o ex-presidente da República. Em Brasília, encontrou-se com ele sob os olhares de Sarney Filho e Orlando Silva. Não demorou para que ele abrisse os cofres do estado para as empresas do clã. Em troca de espaços na Mirante, no Globo News e no Jornal Nacional, destinou milhões de reais mensais para as contas da emissora do São Francisco, comandada pelo “amigo” Fernando Sarney, por meio das secretarias de Educação e de Comunicação e Articulação Política. 

No campo político, Dino aproximou o PCdoB do MDB dos Sarney na disputa do ano passado pelo comando da Câmara Federal. O sociocomunista ainda autorizou que o porta-voz Márcio Jerry fosse ao Edifício Murano para pedir apoio de Roseana Sarney à natimorto candidatura de Rubens Pereira Junior a prefeito de São Luís. Mais recentemente, diante dos Leões de bronze do Palácio, Jerry insinuou um casamento entre Dino e Sarney em 2022, desde que o candidato do MDB ao Senado seja o próprio governador. 

Não é de se estranhar que, no próximo ano, Sarney e Dino estejam no mesmo palanque. Seria a confirmação da parábola bíblica do filho pródigo; dez anos depois do governador trair o clã oligárquico em nome do poder.

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