quinta-feira, 29 de julho de 2021

Um dia da caça, outro do caçador

 


Flávio Dino pode experimentar em 2022 o martírio político que impôs ao finado ex-governador Jackson Lago em 2010.

Na ocasião, depois de cassado injustamente por obra e arte do grupo Sarney, o lendário pedetista concorreu ao Palácio dos Leões contra Flávio e a então governadora Roseana.

Dino beneficiou-se da incerteza em torno da candidatura de Lago, na época questionada por aliados dele e da filha de José Sarney. 

Mais: aliados do agora governador, liderados por Márcio Jerry, fizeram correr no estado inteiro a tese que Jackson estaria sub-judice e, caso ganhasse o pleito, corria o risco de ser cassado novamente. 

Roseana levou no primeiro turno após abertas as urnas. Dino, quatro anos depois de disputar a primeira eleição, terminou em segundo lugar, trezentos mil votos a frente de Jackson Lago, que faleceu no ano seguinte. 

Uma década depois, confirmam-se as palavras do ídolo maior dos comunistas maranhenses: “A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”.

Flávio Dino, sob o risco de ser cassado e de ficar inelegível, pode disputar para o Senado Federal com a candidatura sub-judice.

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