terça-feira, 22 de junho de 2021

Opinião: Dino, PSB e a ingratidão com os aliados de sempre

 

A ingratidão sempre será um dos piores sentimentos. 

Faz parecer algumas vezes que somos esquecidos, mas na essência nada mais é do que uma parte real do perfil de quem a prática. 

Pregar a democracia sem respeitar decisão contrária à sua é, sem dúvidas, uma forma de cassar seu próprio discurso. 

A solenidade de filiação do governador Flávio Dino ao PSB do Maranhão parece ter revelado esse lado do governador. 

Ao cumprimentar os presentes, fez isso citando nomes até de pessoas ausentes, mas fez se ausentar de sua mente o respeito, a cortesia e o reconhecimento ao ex-prefeito Luciano Leitoa, que hoje ocupa a função de Presidente Estadual do PSB no Maranhão. 

Ter lado na política é normal; querer impor seu ponto de vista é que não em nada uma visão republicana. 

A democracia se constrói não só na união de ideias, mas principalmente na construção delas e, nessa construção, inevitavelmente haverá embates e debates.

O respeito, contudo, será sempre a posição e decisão mais prudente. 

Em seu primeiro mandato como governador, assim como no segundo, Flávio Dino parece ter esquecido do papel importante de Leitoa na construção de alianças que o levaram a vitória. 

A ingratidão agora revelada parece também revelar um governador que não se julga ser líder de um grupo, mas que crer ser ele unicamente o grupo, querendo assim impor sua forma de agir julgando ser ela a única forma correta. 

Essa não é uma ação de um democrata republicano, é na verdade o contrário do que se diz ser. 

A cortesia de quem se diz democrata não deveria ser afetada, pois mesmo na divergência o respeito deve ser sempre mantido, defendido e exercido. 

Se pegou bem ou não, esse juízo de valor cada um fará. 

Entretanto, se as defesas políticas forem postas de lado, certamente defender que pegou bem se tornará certamente uma missão das mais difíceis.

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