sexta-feira, 9 de abril de 2021

 

Estamos enfrentando um período dificílimo. E nessa batalha diária uma das armas mais nocivas é a propagação de notícias falsas. A evolução tecnológica e a popularização de ferramentas digitais facilitaram ainda mais a viralização de conteúdos fakes que, mesmo que sejam corrigidos, causam problemas imensuráveis à sociedade. No Brasil, além de gerar vítimas fatais para a Covid-19, a disseminação de notícias falsas, infelizmente, é prática hoje comum até mesmo entre políticos e representantes da sociedade civil organizada.

 Negar a existência de um vírus que tem tirado a vida de milhões de seres humanos no mundo inteiro e encorajar pessoas a desrespeitar as regras mínimas sanitárias, como o uso de máscaras, a higienização das mãos e o distanciamento social, é um profundo desserviço à sociedade. É, em larga medida, um desrespeito àqueles que estão perdendo seus familiares e amigos nessa que já é a maior crise de saúde pública da história recente da humanidade.

A dor em perder alguém para essa doença é desumana e ninguém tem direito ao sofrimento. A evolução da Covid-19 – que já foi ridicularizada e chamada até de ‘gripezinha’ – pode atingir qualquer família e dizimar vidas em poucos dias.

O roteiro é simples assim: primeiro uma pessoa de seu convívio apresenta uma simples tosse ou febre. Depois esse quadro gripal repentinamente evolui para falta de ar e esse familiar ou amigo se despede em direção a um hospital com um “até logo”, para nunca mais ser visto pelos seus.

Essa é a dura experiência que mais de trezentas mil famílias brasileiras já sofreram com a fatalidade da Covid-19 até a presente data.

Para agravar ainda mais o caos humanitário, muitos brasileiros vêm passando por severas dificuldades financeiras nesse período. A crise agravada com a pandemia ganhou como reforço negativo a instável política econômica nacional, que navega sem direção firme para solucionar os problemas reais da sociedade brasileira. Basta verificar os sucessivos aumentos de preços dos derivados do petróleo, que geram forte impacto nas despesas domésticas.

Nesse contexto, o Governo do Maranhão optou por agir de forma efetiva para diminuir os prejuízos dos cidadãos e injetar recursos na economia local. E o fez de forma a garantir recursos para os que estão mais afetados com o momento.

Em outra oportunidade já falei sobre os auxílios a artistas que foram feitos desde março de 2020 e continuam a socorrer essa classe tão atingida, com investimento que superam R$ 45 milhões.

No final de março o governador Flávio Dino anunciou outros auxílios, dessa vez para garantir incremento na renda de outras classes de trabalhadores e de populações mais vulneráveis. São eles: o Vale-Gás, para compra de Gás de Cozinha; o Auxílio-Combustível, para taxistas, mototaxistas e motoristas de aplicativo; o Auxilio para o Setor do Turismo, para guias e empresas; e o Auxílio para o Setor de Eventos – este último de responsabilidade da Secretaria de Estado da Cultura (Secma).

É como o Auxílio para profissionais do Setor de Eventos que poderemos ajudar um segmento que vem passando grandes dificuldades, na medida em que trabalham com festas e eventos, atividades que, por suas próprias naturezas, causam aglomeração. São pessoas que trabalham diariamente para realizar sonhos, ao organizar, produzir e realizar casamentos, festas de aniversário, batizados, congressos, entre outros.

São famílias inteiras que sobrevivem para proporcionar alegria e magia à vida de outras pessoas, e que agora, nesse momento difícil, estão sem poder realizar suas atividades profissionais.

Entendendo os prejuízos sofridos por esse setor, que é muito importante para a sociedade, o governador Flavio Dino determinou a criação deste auxílio que levará recursos a essas famílias.

Com ações como essas, que atendem diretamente às pessoas que estão passando por alguma dificuldade, caminhamos em parceria com a sociedade para superarmos essa crise sanitária, salvando vidas, famílias inteiras e evitando colapsos.

Apostar em tratamentos que não tem comprovação científica e difundir notícias falsas sobre a doença definitivamente não vão ajudar a população a sair dessa crise. Negar os riscos da pandemia é negar o sofrimento que milhares de famílias vem passando.

Estamos trabalhando incansavelmente para ajudar as pessoas até que a imunização chegue a todos e todas. Esse é o nosso dever como gestores públicos. É urgente, necessário e prudente manter a política de auxílios emergenciais até que tenhamos a certeza que estamos todos seguros para voltar a viver o nosso normal.

Anderson Lindoso é professor, advogado, membro correspondente da Academia Imperatrizense de Letras e atual secretário de Cultura do Maranhão.

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