quinta-feira, 1 de abril de 2021

À espera de dias melhores

 


Vida e liberdade, dois dos mais caros direitos que dizem respeito a todos os seres, e em especial, aos humanos. E são esses os mais afetados nesta pandemia, quando todos estamos juntos numa grande luta pela vida, abrindo mão de parte de nossas liberdades, eis que confinados para proteger uns aos outros.


Nesta páscoa diferente, ornada com mais orações e rogos a Deus que cesse a peste que invadiu a humanidade, lembro o Padre Antonio Vieira em seu famoso sermão da Primeira Oitava da páscoa, quando narra o encontro dos discípulos em Emaús com o Cristo ressurreto: é a tristeza trocada em alegria, a desconfiança trocada em credulidade, a esperança trocada em fé.


Santo Agostinho, o bispo de Hipona, em seu famoso sermão pascal, assevera que Cristo prometeu-nos sua vida, mas é ainda mais incrível o que fez - ofereceu-nos a sua morte, como se dissesse: À minha mesa vos convido. Nela ninguém morre, nela está a vida verdadeiramente feliz, nela o alimento não se corrompe, mas refaz e não se acaba.


Após o silêncio da sexta e a angustiante espera do sábado, eis que chega a alegria do domingo, com o Senhor que derrota a morte e nos ensina que mesmo que a dificuldade possa parecer infinita, há sempre esperança de um dia melhor. Como disse Santo Atanásio de Alexandria: “À festa da Páscoa segue-se a festa de Pentecostes, para a qual nos preparamos, como de festa em festa, para celebrar o Espírito que já está conosco em Cristo Jesus”.


Texto do Magnífico Reitor da UFMA, Dr. Natalino Salgado. 

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