sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Aliado de Neto Evangelista pode ser exonerado da Semapa pelos mesmos motivos que derrubaram Moacir Feitosa

 


O ex-secretário Moacir Feitosa foi exonerado do comando da Semed (Secretaria Municipal de Educação), na última quarta-feira (9), sob o argumento de que trata-se de "rotina administrativa", embora a motivação tenha mais relação com a entrada do seu filho, Roberth Feitosa, na disputa por uma vaga na Câmara Municipal de Vereadores pelo PTB.

Fontes com trânsito no Palácio de La Ravardière, no entanto, confidenciaram ao blog que a saída de Feitosa da gestão foi para evitar, possível uso da máquina, supostamente por meio de duas terceirizadas de serviços de limpeza e portaria de escolas da rede pública municipal de ensino, em prol da pré-candidatura do filho do agora ex-secretário.

Além disso, pesou também o fato do ex-titular da Semed ter contrariado o prefeito Edivaldo, ao participar recentemente com o herdeiro em evento de pré-campanha do pré-candidato Neto Evangelista (DEM), que fez duras críticas à gestão municipal no quesito educação. O chefe do executivo municipal não declarou apoio a nenhum candidato que disputa sua sucessão.
O problema, entretanto, é que os mesmos indícios que derrubaram Moacir Feitosa pode ser usados para exonerar o secretário Emerson Macedo, titular da Secretaria Municipal de Agricultura, Pesca e Abastecimento (Semapa).
Emerson também é suspeito de usar a estrutura administrativa para fortalecer a campanha do pré-candidato do DEM, mesmo contra a vontade do prefeito Edivaldo.
No dia 23 do mês passado, Ivaldo Rodrigues – que antecedeu Emerson na Semapa, realizou um encontro na LL Eventos, no Maracanã, para o lançamento da pré-candidatura de Neto Evangelista a prefeito de São Luís. O envolvimento indireto do aliado da Semapa, gerou um quiproquó que atingiu, inclusive, o gerente das feiras livres, Robson Martins, que por não ter participado do ato, passou a ser perseguido pela cúpula que comanda a pasta municipal, acabando por ser preso acusado de usurpação da função pública.

Robson foi solto menos de 24h depois, por pressão dos próprios feirantes, que o defendem. Segundo os trabalhadores, ele não cometeu nenhum ilícito e somente vem sendo perseguido por não declarar apoio político a Neto Evangelista.

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