quinta-feira, 24 de setembro de 2020

 

O Poder Judiciário da Comarca de Timbiras realiza nesta quinta-feira (24) uma sessão do Tribunal do Júri, tendo como réu Raimundo Miranda da Silva, acusado de crime de feminicídio praticado contra Maria Antônia do Nascimento. A sessão de julgamento será presidida pelo juiz titular Pablo Carvalho e Moura. Conforme a denúncia do caso, Raimundo Miranda teria assassinado Maria Antônia em 14 de abril de 2019, com uma facada abaixo do peito, e o crime teria sido motivado por ciúmes. Acusado e vítima mantinham um relacionamento.

No dia do crime, o casal ingeriu bebidas alcoólicas pela manhã e pela tarde, quando iniciaram uma discussão. Maria Antônia deixou o local e foi para a casa da mãe, informando que teria sido agredida por Raimundo mais cedo. Por volta das 22 horas, Raimundo dirigiu-se até o Bar do Joel, no Bairro Horta, em busca da mulher. Ele teria ficado enciumado da amizade de Maria Antônia e de um homem identificado como Felipe. Ao avistar Raimundo chegando ao bar, Maria Antônia foi falar com ele, quando ouviu a frase: “Então aquilo que te perguntei era verdade mesmo, né?”.

Após alguns minutos de conversa, Raimundo sacou uma faca e atravessou a rua, sendo seguido pela mulher. Ela então tentou convencê-lo a desistir de ferir alguém com o instrumento. Ato contínuo, sem dar chance de defesa, Raimundo teria desferido uma facada abaixo do peito esquerdo em Maria Antônia. Ela ainda conseguiu chegar do outro lado da rua, dizendo que Raimundo teria lhe atingido, quando caiu. Ela foi socorrida pelo atendimento móvel do SAMU, mas chegou morta ao hospital. A mãe da vítima testemunhou toda a cena, ficando em estado de choque. 

Raimundo teria ido se esconder na casa em que vivia com Maria Antônia. De acordo com o inquérito, policiais militares dirigiram-se até a casa do acusado, encontrando-o debaixo de uma cama. Ele disse aos policiais que jogou a arma do crime no Riacho Santarém, de cima da ponte, enquanto fugia. A polícia tentou, mas não encontrou a faca utilizada por Raimundo. Conforme a denúncia, o crime é de feminicídio, qualificado pelo motivo fútil baseado em um ciúme imaginário, e realizado de maneira que impossibilitou a defesa da vítima.


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