terça-feira, 10 de março de 2020

RIO — O presidente da Fundação Palmares , Sérgio Camargo , extinguiu sete órgãos colegiados da instituição. Agora, ele é quem fica responsável por tomar decisões das áreas, que antes eram decididas de maneira conjunta. O ato foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira.

Sérgio Camargo: Presidente da Fundação Palmares nega existência de racismo e pede fim do movimento negro
Foram excluídos o Comitê Gestor do Parque Memorial Quilombo dos Palmares, a Comissão Permanente de Tomada de Contas Especial, o Comitê de Governança, o Comitê de Dados Abertos, a Comissão Gestora do Plano de Gestão de Logística Sustentável, a Comissão Especial de Inventário e de Desfazimento de Bens e o Comitê de Segurança da Informação.

A decisão também exonera funcionários de alguns desses órgãos, como o do Comitê gestor do Parque Memorial Quilombo dos Palmares e do Comitê de Dados Abertos. Na portaria, Camargo revogou normativos que designaram os membros dessas comissões.
Bolsonaro e Camargo: Presidente posta foto dos dois, e jornalista diz que seguirá na Fundação Palmares
Desde que assumiu como presidente, Jair Bolsonaro também extinguiu colegiados ligados à adminstração federal. Para um ex-funcionário da Fundação Palmares, ouvido sob a condição de anonimato pelo GLOBO, Camargo quis fazer igual.
— Viu que o chefe fez, e parece que quis fazer igual para agradá-lo — disse.
A fonte também comentou sobre os efeitos da decisão no caso do Comitê Gestor do Parque Memorial Quilombo dos Palmares:
 — A ideia do colegiado é ter justamente pessoas que tenham alguma relação local ou histórica com o lugar, que conheça o memorial, até para dar transparência. Não faz sentido acabar com ele, até porque é o próprio presidente que escolhe quem está lá — relatou. — Ele (Camargo) parece que quer destruir, não construir.
Nesta segunda-feira, Camargo criticou uma declaração da secretária da Cultura, Regina Duarte , dada em entrevista ao "Fantástico", da TV Globo, neste domingo. Ela se referiu a ele como um "problema" — a Fundação Palmares é subordinada à pasta da atriz.
Regina classificou Camargo como "ativista, mais que um gestor público" . A secretária também disse ter sido alvo de uma "facção" que quer ocupar seu lugar no governo.
No dia seguinte à declaração, em sua conta no Twitter, Camargo fez uma crítica indireta à fala de Regina, ao desejar "bom dia a todos, exceto a quem chama apoiadores de Bolsonaro de facção e o negro que não se submete aos seus amigos da esquerda de 'problema que vai resolver'".
O jornalista foi nomeado para a presidência da Fundação Palmares pelo ex-secretário da Cultura Roberto Alvim, mas, em dezembro, a Justiça do Ceará acatou uma ação civil pública que pedia a suspensão de Camargo. Porém, no dia 12 de fevereiro, o presidente do STJ, ministro João Otávio de Noronha, derrubou a decisão que suspendia a nomeação do jornalista , acatando um recurso da Advocacia-Geral da União (AGU). “Caiu a liminar que me afastou da Fundação Cultural Palmares. Serei reconduzido ao cargo. Grande dia”, postou Camargo nas redes sociais, após ter sua nomeação autorizada.
Fonte/ O Globo 

0 comentários:

Postar um comentário

Obrigado pelo seu comentário!!! Continue conosco!!!

Prefeitura de São Luís - VACINAS

2º Encontro Nacional de Proteção a Comunicadores

Instituto Vladimir Herzog

ABRAJI

Assembleia Legislativa

Assembleia Legislativa

Repórteres Sem Fronteiras

Repórteres Sem Fronteiras

Cotação do Dolar

Perfil

Contatos: 98 9121-1313
Whastapp: +55 98 9121-1313
Email: blogdofilipemota@gmail.com

Facebook