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sexta-feira, 1 de março de 2019

Grupos históricos de tambor de crioulas são deixados de fora das apresentações do Carnaval 
Tal qual o “manifesto comunista” idealizado por Karl Max e Friedrich Engels, os membros e fazedores de Cultura de nosso estado, o Maranhão, talvez o mais rico em Cultura de nossa Nação, realizaram ontem (28) de fevereiro, um manifesto pelo tambor de Crioula. Com uma linguagem bem simples tal qual era feita nas reuniões comunistas, eles lançaram um “Manifesto” que será publicado na íntegra aqui neste Blog, mas antes, vou dar minha parcela de contribuição.
Para se ter uma ideia, a apresentação do “Tatau” do tal ex-Araketu, custou quase R$ 200 Mil Reais – este valor por si só, daria para pagar os cachês de quase todos os tambores da Ilha do Maranhão.
O que me chamou bastante atenção, no manifesto dos fazedores de Cultura fora as coincidências com o “manifesto comunista”, na qual fica bem claro a preferência dos “Burgueses e Proletários” e que as classes menos favorecidas, como os desempregados, mendigos eram partes excluídas e esquecidas pela sociedade, como estão os membros dos tambores de crioulas, mas isso pode ser apenas coincidência.
Finalizo, com a clareza e o discernimento, que o governador Flávio Dino, não compactua com a exclusão de certas classes, credos e muitos menos, culturas.
É preciso que o secretário de Cultura, agora, apenas da Cultura, chame para a mesa de discussão este grupo que tanta abrilhanta e difunde a nossa cultura, desde nossa ancestralidade. É preciso amar a Cultura, e os fazedores fazem parte deste contexto, pela vanguarda e pela história de nosso povo.

Veja abaixo, a íntegra do Manifesto do Tambor de Crioula
Vários grupos de Tambor de Crioula se reuniram hoje (28.02) em frente a sede do Governo do Estado para denunciar a ausência da manifestação na programação do carnaval 2019. Para Simei Dantas: “O tambor de crioula durante décadas esteve presente no Carnaval do Maranhão alegrando os foliões”. Ela lembra que o Tambor de Crioula é patrimônio imaterial do Brasil e que, por isso, deve ser respeitado e valorizado através de mais espaços e visibilidade no carnaval”
Já Junior Catatau enfatiza que quase todo segmento ficou surpreso com as pouquíssimas apresentações agendadas para o auge do carnaval, época em que os tambores em massa ocupavam as praças, bailes, espaços e comunidades apoiadas pelo governo. Para Junior Catatau: “Fica nítida a ausência dos grupos do tambor pela cidade, basta notar que em todo circuito de carnaval quem abria as apresentações eram os tambores. O Coreiro também afirma que essa tese de que uma ocupação anual do Tambor na Casa do Tambor seria o suficiente, não é verdadeira" 
Catatau foi além e disse que “A partir do momento que o Estado assinou o compromisso de ajudar na salvaguarda do tambor, muitas e muitas ações deveriam ser executas, e a manifestação deveria ser priorizada. O Secretário fala de crise mas previu em seu orçamento um volume robusto de recursos para contratação de som, trios elétricos a atrações nacionais. Fica evidente a falta de compromisso da atual gestão da Secma com a manifestação. O que já vem acontecendo há tempos e piorou agora no carnaval. Portanto, uma de nossas pautas é a volta do Tambor de Crioula de forma massiva para as ruas, bailes e espaços culturais da cidade”.
Já Paulinho de Maré aponta a necessidade de um diálogo mais aberto e democrático entre governo e sociedade civil. Para Paulinho: “A casa do Tambor vem sendo má administrada, perdemos o valor de nosso cachê, e muitos tambores ficaram de fora da programação, enquanto outros pegaram apenas uma apresentação. Isso representa uma vergonha o que estão fazendo com o Tambor de Crioula.” A manifestação foi importante para chamar a atenção do descaso do poder público com o Tambor de Crioula. Os manifestantes, caso não sejam atendidos em suas pautas pretendem voltar amanhã para uma nova manifestação. Estiveram presentes: Simei Dantas, Paulinho de Maré, Junior Catatau, Mestre Bolota, Mestre Zé Banana, Felipe, Candinho, Dona Tereza, Mestre Gonçalinho, Correa, Cibica, Mônica, Claudia, Bigorna, Rosa Reis, Dona Maria, Rozira, Ianara, Socorro, Vitório, etc.

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